segunda-feira, 27 de abril de 2009

Adultos, aprendam com as crianças...

Adultos, aprendam com as crianças!Olhemos o exemplo das crianças que fazem amizade sem nunca terem se visto. Unem-se, juntam seus brinquedos e dividem a mesma brincadeira. Criam seu mundo e vivem felizes como deuses.Os adultos, não. Querem monopolizar as brincadeiras, tomar para si os brinquedos uns dos outros, serem os donos do mundo, e cada qual se transformar em um deus.Por certo falte às crianças ensinarem: "Adultos, não se apeguem às tolices. Dividam suas coisas e multipliquem suas alegrias. Vivam sem rancor, sem disputas mesquinhas. Vejam na pequenez das crianças a grandiosidade dos sentimentos".Aos homens talvez falte voltar a ser criança e reaprender com elas, que está na harmonia, na amizade o verdadeirosentido da vida!

Você é um vencedor!


Você é um vencedor!Veja em si a potencialidade e sabedoria que precisa para gloriar-se.Não pense "isso eu não sei fazer", "tenho medo de errar", "não vai dar certo" e outras negatividades mais.Pense "eu vou fazer", "eu vou acertar", "isso vai dar certo". Risque a palavra derrota da sua vida!Ninguém nasce com habilidades para fazer obras complexas ou criar coisas de grande magnitude. Mas todos podemos, todos somos capazes, pois todos demos dons. E os desenvolvemos e os ampliamos com o tempo, com constante empenho e afinco. Aprender é uma grandeza que não ocupa espaço.Pense: "Eu sou capaz!", "Eu vou conseguir!"Veja somente pétalas e não espinhos pela estrada que seguir. Mentalize que a luta é apenas um detalhe para atingir seu grande objetivo: a vitória!


"Não há derrota que derrote quem nasceu para vencer."

terça-feira, 21 de abril de 2009

DESCOBRIMENTO DO BRASIL


Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.
Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.

O descobrimento do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.
Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias (cravo, canela, gengibre, pimenta, noz moscada, açafrão) que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa

Dia de Tiradentes



Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em Minas Gerais, em 1746. Aos nove 9 anos ficou órfão de mãe; aos 11, órfão de pai. Bem cedo começou a trabalhar como vendedor ambulante; mais tarde, tornou-se dentista - daí seu apelido -, depois ingressou na carreira militar e chegou ao posto de alferes (hoje segundo tenente).

Naquela época, as forças opressoras dos colonizadores privilegiavam pessoas de origem portuguesa em detrimento dos brasileiros natos, que eram obrigados a pagar altos impostos. Destes, o mais pesado obrigava o mineiro a entregar a quinta parte da extração de minério à Coroa portuguesa. O não-pagamento do quinto dava origem à de "derrama", ou seja, cobrança à força de impostos extras. Esse regime gerava descontentamento geral e um clima de insurreição entre os colonos.

Um grupo de intelectuais se uniu então, em prol do fim da derrama e em favor da independência do Brasil; entre eles, estava Tiradentes. O movimento recebeu o nome de "Inconfidência Mineira" e tinha objetivos bastante audaciosos:
- realizar um levante armado no dia da derrama;
- proclamar uma República, cuja capital seria São João del Rei;
- abolir a escravidão;
- fundar uma universidade em Vila Rica, nos moldes da Universidade de Coimbra;
- tornar obrigatório o serviço militar, com prêmio para as mães de convocados;
- confeccionar uma bandeira com um triângulo vermelho dentro de um retângulo branco, com os dizeres Libertas quae sera tamem, (Liberdade ainda que tardia).

Um de seus companheiros, Joaquim Silvério dos Reis, denunciou o grupo; todos foram presos. Os acusados acabaram desertando. Mas tarde, foram degredados para a África. Tiradentes, porém, manteve-se fiel ao ideal, assumindo toda a responsabilidade pelo movimento.

Aos 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado no Rio de Janeiro, sob a acusação de alta traição. Seu corpo foi esquartejado e espalhado por pontos estratégicos da cidade, para coibir futuros opositores.

Pelo seu martírio em prol dos ideais de liberdade da pátria e do indivíduo, Tiradentes foi nomeado Patrono Cívico da Nação Brasileira, e a data de sua execução foi instituída como feriado nacional.

domingo, 19 de abril de 2009

19 de Abril - DIA DO INDIO




História do Dia do Índio

Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?

Origem da data

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

Comemorações e importância da data
Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses.

O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral ) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas.

Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.

As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.

Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.

A organização social dos índios

Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.

Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.

A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.

Os contatos entre indígenas e portugueses

Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho.
O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento seguiu-se por séculos, resultando no pequenos número de índios que temos hoje.
A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.

Religião Indígena

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada

Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700).
Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio).

Características da alimentação indígena

Podemos dizer que a alimentação indígena é natural, pois eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza. Desta forma, conseguem obter alimentos isentos de agrotóxicos ou de outros produtos químicos. A alimentação indígena é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes.

Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia.

Somada a uma intensa atividade física, a alimentação indígena proporciona aos integrantes da tribo uma vida saudável. Logo, podemos observar nas aldeias isoladas (sem contatos com o homem branco), indivíduos fortes, saudáveis e felizes. Obesidade, estresse, depressão e outros males encontrados facilmente nas grandes cidades passam longe das tribos.

Numa aldeia indígena, o preparo dos alimentos é de responsabilidade das mulheres. Aos homens, cabe a função de caçar e pescar.

Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros:

- Frutas
- Verduras
- Legumes
- Raízes
- Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).
- Peixes
- Cereais
- Castanhas

Pratos típicos da culinária indígena:

- Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca)
- Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe).
- Pipoca
- Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina)

* Este texto refere-se aos índios que não possuem muito contato com os homens brancos e que ainda seguem sua cultura. Infelizmente, muitas tribos deixaram de lado a alimentação saudável quando entraram em contato com o homem branco.

Tribo Indígena

Tribo indígena é uma forma de organização social e cultural. Os índios brasileiros se organizam em tribos, sendo que cada índio possui uma função dentro desta organização. Homens são responsáveis pela caça e guerra, mulheres pela comida e agricultura e as crianças brincam e aprendem.

Cada tribo possui um cacique (espécie de chefe) e um pajé (espécie de sacerdote conhecedor de ervas, rituais e aspectos culturais da tribo).

Cada tribo possui aspectos culturais (danças, jogos, crenças, rituais) que a diferencia de outras.


Vida dos Índios


Funcionamento da aldeia, pajé, cacique, divisão do trabalho, o que fazem os curumins, diversão, festas e jogos indígenas.
Funções e divisão do trabalho entre os índios brasileiros:

- Homem adulto: são responsáveis pela caça de animais selvagens. Devem garantir a proteção da aldeia e, se necessário, atuarem nas guerras. São os homens que também devem fabricar as ferramentas, instrumentos de caça e pesca e a casa (oca).

- Mulheres adultas:
cabe às mulheres cuidarem dos filhos, fornecendo-lhes alimentação e os cuidados necessários. As mulheres também atuam na agricultura da aldeia, plantando e colhendo (mandioca, milho, feijão, arroz, etc). As mulheres também devem fabricar objetos de cerâmica (vasos, potes, pratos) e preparar os alimentos para o consumo. Devem ainda coletar os frutos, fabricar a farinha e tecer redes (artesanato).

- Crianças: os curumins da aldeia (meninos e meninas) também possuem determinadas funções. Suas brincadeiras são destinadas ao aprendizado prático das tarefas que deverão assumir quando adultos. Um menino, por exemplo, brinca de fabricar arco e flecha e caçar pequenos animais. Já as meninas brincam de fazer comida e cuidar de crianças, usando bonecas.

- Cacique: é o chefe político e administrativo da aldeia. Experiente, ele deve manter o bom funcionamento e a estrutura da aldeia.

- Pajé: possui grande conhecimento sobre a cultura e religião da tribo. Conhece muito bem o poder das ervas medicinas e atua como uma espécie de “médico” e “curandeiro” da aldeia. Mantém as tradições e repassa aos mais novos através da oralidade. Os rituais religiosos também são organizados pelo pajé.

Diversão


Além de trabalharem, os índios também se divertem. Nas aldeias, eles fazem festas, danças e jogos. Porém, estas formas de divertimento possuem significados religiosos e sociais. Dentre os jogos, por exemplo, destacam-se as lutas. Estas são realizadas como uma forma de treinamento para guerras e também para desenvolver a parte física dos índios.


Funções e importância

O pajé é uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente. Ele é o responsável por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo.

O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhece diversos rituais e também o poder de cura de ervas e plantas.

O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo. Os indígenas acreditam que o pajé possui a capacidade de entrar em contato direto com os deuses. Em algumas tribos, os indígenas acreditam que o pajé tem poderes capazes de fazer chover e melhorar a capacidade dos índios durante a caça e pesca.

Durante a pajelança, o pajé entra em contato com espíritos de pessoas mortas ou animais com o objetivo de promover curas, resolver problemas pessoais dos índios ou da tribo. Neste ritual, o pajé pode utilizar ervas ou outras plantas.

Conhecendo uma oca

Oca é uma habitação típica dos povos indígenas. A palavra tem sua origem na família linguística tupi-guarani.

As ocas são construídas coletivamente, ou seja, com a participação de vários integrantes da tribo. São grandes, podendo chegar até 40 metros de comprimento. Seu tamanho é justificado, pois várias famílias de índios habitam uma mesma oca. Internamente este tipo de habitação não possui divisões. São instaladas na parte interna da oca diversas redes, que os índios usam para dormir.

A estrutura das ocas são bastante resistente, pois elas são construídas com a utilização de taquaras e troncos de árvores. A cobertura é feita de folhas de palmeiras ou palha. Uma oca pode durar mais de 20 anos.

As ocas não possuem janelas, porém, a ventilação ocorre através portas e dos frizos entre as taquaras da parede. Costumam apresentar de uma a três portas apenas.

Curiosidade:

- Uma oca de tamanho grande pode levar de 10 a 15 dias para ser construída, com o trabalho de 20 a 30 índios.

Funções e importância

Cacique é um termo que os portugueses e espanhóis usaram na época das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI) para fazer referência aos chefes indígenas das tribos da América. Este termo é originário do aruaque do Haiti (cachique) e foi adaptado pelos espanhóis, virando cacique.

No Brasil, cada nação indígena utiliza um termo específico para fazer referência ao chefe político. Entre os indígenas tupis, por exemplo, são usados os termos murumuxaua, tabixaba e tuxaua. Já os guaranis usam mais o termo mburovixá.

O cacique desempenha funções importantes dentro de uma tribo indígena. Ele é o responsável em aplicar as regras da tribo, definir punições, resolver conflitos, definir guerra e organizar a caça.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dia 16 de Abril – Dia Mundial da Voz


A Campanha Nacional da Voz, coordenada pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz, traz este ano uma série de ações em todo o Brasil. Os médicos ligados à Academia, em todo o território nacional, já começam a se organizar para promover atendimentos e palestras informativas sobre as realizações da Campanha e a preocupação com o aparelho vocal.

O programa, criado há 10 anos pelos médicos da ABLV, é fruto de uma preocupação em comum: o câncer de laringe, que na época causava 8 mil óbitos por ano. Desde então, a Campanha atende e orienta cerca de 40 mil pessoas em cada edição, número que só não é maior porque muitas pessoas ainda desconhecem a importância dos cuidados com a voz. Algumas doenças como o próprio câncer de laringe, pólipos, nódulos, rouquidão e laringite podem ser evitadas com o diagnóstico precoce.

Devido a sua relevância, a Campanha Nacional da Voz atingiu níveis mundiais em 2009. Graças a parcerias e ao reconhecimento de diversas entidades internacionais, conseguiu a promulgação do dia 16 de abril como o “Dia Mundial da Voz”. Atualmente, Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça, Itália, Argentina, Chile, Venezuela, Panamá, Estados Unidos e diversos outros países também organizam ações para comemorar a data.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Diante de tantos chavões e teorias pedagógicas, a verdade é: a escola deve ser, definitivamente, não só um local onde se adquire conhecimento, cultura





Diante de tantos chavões e teorias pedagógicas, a verdade é: a escola deve ser, definitivamente, não só um local onde se adquire conhecimento, cultura e conteúdos pré-estabelecidos, mas, efetivamente, um ambiente que propicie e priorize, no indivíduo, a aquisição de “ferramentas” para lidar consigo mesmo e com a vida.
É claro que é necessário muito estudo, didática e reformulação de estratégias para que o processo de aprendizado obtenha o melhor resultado possível. E qual seria o melhor resultado? Como mensurá-lo? Para medirmos, temos de ter uma referência. E quem ou o quê ousaria mensurar aquilo que faz parte do drama humano? – o SER.
Resumidamente, o indivíduo vai à escola para tornar-se humano. Será que toda essa mistura de linhas pedagógicas, modismos, “maquiagem” e hipocrisia que a maioria das escolas se submetem para não perder sua clientela, sentem-se responsáveis, além da família, em nortear seus alunos àquilo que os antigos filósofos já defendiam sobre o Belo, o Bom, a Ética, o Verdadeiro, e tantos mais atributos que nunca saem de moda? Pois esses são os reais instrumentos que sustentam o indivíduo por toda sua vida. Não importa se ele vai ser um engenheiro, um médico ou um arquiteto, importa sim o que ele vai SER.
Instrução, informação e competência existem de sobra por aí, e reais seres humanos?Creio que muito mais que congressos, grupos de estudo e discussões sobre educação, deveríamos questionar todo o formato de escola, seus princípios e reais norteadores daquilo que chamam, levianamente, de “escola para a vida”. Se assim o fosse, o mundo não estaria da maneira que está – sociedades corrompidas, famílias desestruturadas, meio ambiente doente, corrupção, banalização da vida, e muita, muita mediocridade.
“Uma pessoa não nasce humana, mas torna-se uma.”

Renova-te.




Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
Cecília Meireles

Pais + Escola ou Pais x Escola?




Existe uma real parceria entre pais e escola?
Que escolas promovem palestras e reuniões úteis e práticas para orientar os pais de hoje? – perdidos, movidos por culpa e excesso de proteção.
Escola e pais têm papéis diferentes, um não supri ou substitui o outro. Mas há algo em comum entre elas além do aluno/filho – o comprometimento com a proposta, que deve ser a mesma.
Muitos pais têm visões sobre como educar o seu filho que diverge e muito em relação à filosofia da escola. Como fica então o desenvolvimento do aluno/filho? Cada um defende um valor, segue uma conduta diferente em casa e na escola e a criança fica entre gregos e troianos, sem saber que direção tomar. E tudo isso na cabeça de criança é muito abstrato e instintivo. Ela não entende nada sobre papéis, comportamentos, métodos, crenças, pedagogia, valores… Aos poucos, sem querer, ela passa a assumir diferentes papéis dependendo da circunstância, ou melhor, local. Se ela está em casa ela age de um jeito, na escola de outro. Concordo que são ambientes completamente diferentes e que exigem do pequeno interações e comportamentos diversos. Mas há um eixo, um núcleo que deve ser mantido – o limite, por exemplo. O limite que escola dá para a criança é o mesmo que os pais definem em casa?Quais são os acordos que a escola e pais fazem com a criança? Acordos são cruciais na vida da criança. É a linha mestra que ela deve permear para estabelecer um vínculo com ela mesma e com os que a circundam. E acordos diferentes, ou muitas vezes antagônicos, tornam crianças confusas, inconsistentes e sem direção. E é esse perfil que ela irá carregar no futuro, na sua vida adulta.
Como educadores e pais podemos facilitar a vida da criança estabelecendo papéis complementares e que miram o mesmo horizonte.
Pais e escolas deveriam ter uma parceria bastante ativa nesse processo, nos dias em que vivemos. Por meio de palestras, reuniões ou indicações de leituras, essa dupla poderia estabelecer uma linguagem, postura comum para que o desenvolvimento da criança não sofresse tantas modificações de regras no meio do jogo, ou até o que é muito comum, uma educação sem regra nenhuma. O que vale é pelo lado da escola, manter o cliente, seja por corrupção da proposta, por criar estruturas atraentes aos pais e , no caso os pais, o objetivo é facilitar a vida deles, seja por omissão o excesso de permissão. É muito mais fácil deixar o seu filho assistindo por horas os “sagrados” DVDS para que você possa fazer algo mais interessante e legal do que ficar com o seu filho ou pagar o preço que for para que uma babá, sem instrução alguma, o faça companhia. A falta de tempo já não é mais desculpa, pois o pouco tempo que os pais têm para ficar com os seus filhos, sempre há algo mais importante para fazer, e dar atenção ao filho é, cá para nós, muito chato, não?
É triste, mas existe muita mentira e hipocrisia entre amores e valores e o único que realmente sofre conseqüências nesse jogo de empurra é a criança. Faço então um apelo para você que é educador ou pai: dedique-se, mas dedique-se ao máximo que puder quando estiver com seu aluno ou filho, dê a ele tudo o que precise – seja um afetuoso abraço, um olhar que vale mais de mil palavras, uma bronca na hora certa e saiba que tudo o que você fizer com amor e valor será eterno e fará parte de toda a trajetória de vida desse ser, que depende de como você o conduz no presente para determinar o que ele irá se tornar no futuro.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA PARA A FORMAÇÃO POLÍTICA DO ALUNO

A maioria dos alunos não se interessa pela política, sendo que muitos deles não sabem quem é o prefeito de sua cidade. A política se sustenta no cumprimento de papéis específicos de cada poder, no entanto, a grande maioria dos alunos não sabe qual é o papel desempenhado por cada um dos três poderes e a importância da política e do voto. A escola moderna deve assumir papéis que conduza o aluno a desenvolver o senso crítico, estimulando-os a questionarem os fatos para tomar suas próprias decisões. A política sempre foi condutora do destino da população, desse modo podemos dizer que ela não é só o momento da eleição, é importantante também acompanhar o desempenho dos governantes eleitos para que possamos contribuir para mudar o sistema. A ausência de debate político na família e na escola leva o aluno a descrença num futuro através de seus representantes, não percebendo que o futuro de cada um depende dela. Nesse sentido, a escola deve ter por objetivo estimular a participação do jovem na política e ajuda-lo a qualificar o seu voto, abrindo portanto, um caminho para o voto consciente e dando o primeiro passo para uma política e um país melhor.
Quando as escolas adotaram a disciplina de História em seus currículos, os estudantes foram motivados a valorizar princípios da nação, enaltecendo seus governantes. A educação política era manipulada pelos governantes, que interferiam no modo como os fatos eram contados. "É comum parlamentares e outras autoridades políticas intervirem para orientar o ensino de história. Acreditam que ao manipular a história,ou seja, o passado,é possível controlar o presente e mesmo o futuro"

NÃO EXISTE CRISE PARA OS ESTUDANTES




A escola é uma das fases mais importantes dos estudantes. É lá que você aprende tudo, desde o bê-á-bá até as primeiras lições afetivas, os primeiros erros, os primeiros namorados, os primeiros rolos, enfim, é um estagio fundamental.
A escola na vida de cada cidadão é uma lição que não devemos pulá-la, pois além de aprender o que levaremos pro resto de nossas vidas, também é fundamental para darmos continuidade em nossa formação profissional.
Com o mercado competitivo, muito difícil está de se arrumar emprego até pra quem tem educação superior, imagine pra quem tem só o básico, ou pra quem nem isso tem? É muito difícil, o desenvolvimento não dá trégua pra quem para no tempo. E hoje a crise mostra mais uma vez que o estudo é base para tudo no vida de cada pessoa, pois na verdade só existirá crise para os que não tem formação.

A importância da escola






A escola é fundamental, para o aprendizado, é à base da nossa vida, tanto profissional como social. É a instituição mais importante, porque só através dela é que a gente adquire conhecimentos, é o lugar de formação a educação deve ser disponibilizada para todos.

A educação formal ou acadêmica é função da escola e seria uma continuação da educação familiar. Pais e escola devem educar juntos (e não separados) para um bem maior.

A criação de um verdadeiro cidadão, construtor de um futuro melhor para as próximas gerações, depende dessa aliança.

Como viver com a crise financeira no mundo, e o que mais nos interessa no Brasil

Os políticos do Brasil estão otimistas, mas na realidade nós temos uma crise em andamento, de uma forma ou de outra seremos atingidos, então precisamos reformular o modo de vida. Por exemplo: — vamos pensar quantos celulares compramos no ano passado?!!

Há crianças que gastam de três a quatro pastas escolares por ano e isso cabe aos pais ensinar seus filhos a cuidar de tudo que lhes pertence, para evitar gastos desnecessários. Não precisa ninguém entrar em pânico, nem deixar de fazer o que gosta principalmente o lazer que faz tão bem a saúde, nem deixar de comprar, é apenas contabilizar tudo e contrabalançar.

O consumidor terá que manter um equilíbrio na sua vida e comprar só aquilo que está precisando no momento, se houver esse controle o consumidor ficará bem, e os fornecedores estarão sempre gerando capital, porque sempre temos consumidores necessitando de compras, que não tem como fugir.

O Brasil está sendo atingido, mas temos um ponto positivo, porque em tempos de crise as famílias tendem a reduzir a compra de bens duráveis como carro e eletroeletrônicos e aumentam ou ao menos mantêm o consumo de produtos básicos como alimentos. Existe uma explicação básica para isso: as pessoas não vão deixar de comer. E o Brasil tem a maior fronteira agrícola do mundo e é o que leva o nosso país ainda estar no azul. Mas preocupação existe, precisamos preocupar, porém temos que seguir adiante.

Alguns setores são mais atingidos como os siderúrgicos, fábricas de produtos duráveis etc. O capitalismo sofre com a crise, mas tem que haver mudanças de valores, por exemplo: hoje o seguro desemprego para todos é de 5 meses e já se estudam a possibilidade de aumentar esse tempo, mas depende da medida provisória e do setor, quando um cidadão é demitido ele fica abalado emocionalmente e abala toda estrutura familiar. Então esse maior período de seguro desemprego, que está em estudo, não é para o cidadão ficar lamentando o que perdeu, mas procurar centralizar e capacitar, para seguir outro caminho.

Então digo para todos: — consumidores e fornecedores, não tenham medo, o medo é uma lente de aumento.

Corte as despesas, seja otimista, segure na mão de Deus e siga em frente. Mas corte de despesa não significa corte de funcionários, ou seja, demissões nas empresas

A CRISE DA ESCOLA E A EDUCAÇÃO NÃO-ESCOLAR

A crise da escola e a educação não-escolar
A crescente visibilidade social do campo da educação não-formal (e, igualmente, do campo da educação informal) não é separável das representações e dos discursos em torno da chamada crise da educação escolar.
Muito embora os discursos sobre a crise da educação escolar sejam tão antigos como a própria Escola, os factores supostamente geradores da actual crise são hoje mais amplos e heterogéneos.
Talvez mais do que em qualquer outra época, as referências à crise da educação escolar no contexto actual remetem (implícita e explicitamente) para condicionantes económicas, sociais e politico-ideológicas muito diversificadas e, consequentemente, as explicações produzidas e divulgadas são hoje mais heterogéneas e contraditórias.
Na impossibilidade de aqui recensear, de forma mais cuidada e aprofundada, todas as variáveis em jogo, gostaria de lembrar neste breve apontamento que a crise da educação escolar não pode ser compreendida sem levar em consideração os seguintes factos:
as condições actuais de expansão e internacionalização da economia capitalista num contexto de hegemonia ideológica neoliberal;
a emergência do "capitalismo informacional", as mutações aceleradas nas formas de organização do trabalho e a inevitabilidade (também, em grande medida, ideologicamente construída) do desemprego estrutural, a afectar sobretudo as novas gerações;
a permeabilidade e vulnerabilidade da Escola às pressões sociais - pressões que permitem que esta aceite, quase sempre passivamente, ser o "bode expiatório" para as crises económicas cada vez mais frequentes;
os discursos vulgares que induzem os cidadãos a pensar que a falta de emprego é devida à não qualificação dos indivíduos, sendo esta, por sua vez, acriticamente atribuída à incapacidade estrutural da Escola para preparar os estudantes em função das (supostas) necessidades da economia;
a perda de confiança no valor social dos diplomas, induzida pela distorções nas relações entre a educação e o mercado de trabalho (veja-se, por exemplo, o crescente desemprego dos licenciados; a proliferação de empregos precários disputados por portadores de qualificações superiores às exigidas para o exercício das funções que lhe são propostas; a existência de contextos de trabalho indutores de "regressões culturais"...);
a centralidade dos meios de comunicação de massa que se constituem como fortes agentes de socialização secundária, substituindo ou neutralizando a acção dos agentes e contextos de socialização primária;
a constatação, sinalizada em trabalhos recentes, de que a Escola, já não sendo capaz de cumprir cabalmente os mandatos que há muito lhe foram atribuídos, continua (paradoxalmente) a ser pressionada para assumir novos mandatos, à medida em que os problemas sociais aumentam, se diversificam e se complexificam;
a emergência de um sentimento anti-escola que se expressa, em alguns países, pela existência de um movimento de defesa do ensino em contexto familiar (home schooling), movimento este que é estimulado por discursos anti-estatistas que reclamam do fracasso da escola pública e que são promovidos por uma mescla de sectores religiosos fundamentalistas e segmentos neoliberais e neoconservadores desejosos de restaurar valores sociais e educacionais tradicionais.
Estes e outros factos, reais ou ideologicamente construídos, que podem ser convocados para explicar a actual crise da educação escolar são, como acima comecei por referir, relativamente sincrónicos com a expansão e recente revalorização dos campos da educação não-formal e informal. No entanto, é importante observar que, apesar deste relativo sincronismo, a revalorização da educação não-formal e informal só em parte pode ser atribuída à crise da Escola.
Na verdade, nem todos os indicadores da crescente (e aparentemente paradoxal) pedagogização da vida social são imediatamente explicáveis pela crise da Escola. Veja-se a este propósito a emergência dos novos lugares imateriais e virtuais de educação não-formal e informal que configuram o ciberespaço, ou os contextos, não menos fluidos e de fronteiras também instáveis, que começamos a relacionar com a chamada sociedade cognitiva.
O que importa considerar por agora é que se é verdade que estes novos lugares da educação (não-formal e informal) se originaram em fenómenos que pouco ou nada têm a ver com a crise da Escola, também é verdade que eles poderão vir a acentuar e aprofundar a crise dessa mesma Escola, sobretudo se forem ocupados e controlados por interesses económicos dominantes a nível nacional e global.
Por estas e outras razões, há que reflectir mais aprofundadamente sobre os dilemas e desafios futuros que derivam do facto de o campo da educação não-escolar ser hoje disputado por muitos e diferentes interesses, e contraditórias racionalidades políticas e pedagógicas.

A crescente visibilidade social do campo da educação não-formal (e, igualmente, do campo da educação informal) não é separável das representações e dos discursos em torno da chamada crise da educação escolar.
Muito embora os discursos sobre a crise da educação escolar sejam tão antigos como a própria Escola, os factores supostamente geradores da actual crise são hoje mais amplos e heterogéneos.
Talvez mais do que em qualquer outra época, as referências à crise da educação escolar no contexto actual remetem (implícita e explicitamente) para condicionantes económicas, sociais e politico-ideológicas muito diversificadas e, consequentemente, as explicações produzidas e divulgadas são hoje mais heterogéneas e contraditórias.
Na impossibilidade de aqui recensear, de forma mais cuidada e aprofundada, todas as variáveis em jogo, gostaria de lembrar neste breve apontamento que a crise da educação escolar não pode ser compreendida sem levar em consideração os seguintes factos:
as condições actuais de expansão e internacionalização da economia capitalista num contexto de hegemonia ideológica neoliberal;
a emergência do "capitalismo informacional", as mutações aceleradas nas formas de organização do trabalho e a inevitabilidade (também, em grande medida, ideologicamente construída) do desemprego estrutural, a afectar sobretudo as novas gerações;
a permeabilidade e vulnerabilidade da Escola às pressões sociais - pressões que permitem que esta aceite, quase sempre passivamente, ser o "bode expiatório" para as crises económicas cada vez mais frequentes;
os discursos vulgares que induzem os cidadãos a pensar que a falta de emprego é devida à não qualificação dos indivíduos, sendo esta, por sua vez, acriticamente atribuída à incapacidade estrutural da Escola para preparar os estudantes em função das (supostas) necessidades da economia;
a perda de confiança no valor social dos diplomas, induzida pela distorções nas relações entre a educação e o mercado de trabalho (veja-se, por exemplo, o crescente desemprego dos licenciados; a proliferação de empregos precários disputados por portadores de qualificações superiores às exigidas para o exercício das funções que lhe são propostas; a existência de contextos de trabalho indutores de "regressões culturais"...);
a centralidade dos meios de comunicação de massa que se constituem como fortes agentes de socialização secundária, substituindo ou neutralizando a acção dos agentes e contextos de socialização primária;
a constatação, sinalizada em trabalhos recentes, de que a Escola, já não sendo capaz de cumprir cabalmente os mandatos que há muito lhe foram atribuídos, continua (paradoxalmente) a ser pressionada para assumir novos mandatos, à medida em que os problemas sociais aumentam, se diversificam e se complexificam;
a emergência de um sentimento anti-escola que se expressa, em alguns países, pela existência de um movimento de defesa do ensino em contexto familiar (home schooling), movimento este que é estimulado por discursos anti-estatistas que reclamam do fracasso da escola pública e que são promovidos por uma mescla de sectores religiosos fundamentalistas e segmentos neoliberais e neoconservadores desejosos de restaurar valores sociais e educacionais tradicionais.
Estes e outros factos, reais ou ideologicamente construídos, que podem ser convocados para explicar a actual crise da educação escolar são, como acima comecei por referir, relativamente sincrónicos com a expansão e recente revalorização dos campos da educação não-formal e informal. No entanto, é importante observar que, apesar deste relativo sincronismo, a revalorização da educação não-formal e informal só em parte pode ser atribuída à crise da Escola.
Na verdade, nem todos os indicadores da crescente (e aparentemente paradoxal) pedagogização da vida social são imediatamente explicáveis pela crise da Escola. Veja-se a este propósito a emergência dos novos lugares imateriais e virtuais de educação não-formal e informal que configuram o ciberespaço, ou os contextos, não menos fluidos e de fronteiras também instáveis, que começamos a relacionar com a chamada sociedade cognitiva.
O que importa considerar por agora é que se é verdade que estes novos lugares da educação (não-formal e informal) se originaram em fenómenos que pouco ou nada têm a ver com a crise da Escola, também é verdade que eles poderão vir a acentuar e aprofundar a crise dessa mesma Escola, sobretudo se forem ocupados e controlados por interesses económicos dominantes a nível nacional e global.
Por estas e outras razões, há que reflectir mais aprofundadamente sobre os dilemas e desafios futuros que derivam do facto de o campo da educação não-escolar ser hoje disputado por muitos e diferentes interesses, e contraditórias racionalidades políticas e pedagógicas.

DIA DO JOVEM - 13 DE ABRIL


















A juventude, segundo a Assembleia Geral das Nações Unidas, é a fase que acontece entre os quinze e vinte e quatro anos de idade, onde o jovem começa a apresentar sinais de maturidade diante da vida.
Nesse período, ocorrem algumas decisões que ficam para a vida toda, como a escolha da profissão, por exemplo. Além disso, as primeiras experiências profissionais, sexuais, o primeiro voto, sair da casa dos pais, dentre outras decisões, irão delimitar o futuro no mesmo.
Os jovens representam mais de um terço da população mundial, o que indica mais esperança de um mundo melhor.
Estudar, namorar, passear, se divertir deve fazer parte da vida dos jovens, pois esses precisam da convivência dos grupos para se integrar de forma correta à sociedade.
O jovem vai, aos poucos, se tornando uma pessoa mais responsável, mais segura de seus atos, tendo inclusive responsabilidades civis pelos mesmos. Se for uma pessoa de bem, responsável, é aceita pela sociedade. Se for uma pessoa rebelde, irresponsável, que não respeita os direitos dos outros e infringe as leis, será punida por isso.
Muitos jovens não têm oportunidades diante da vida, como estudar, ter uma casa e uma família, e se tornam discriminados socialmente. Ficam marginalizados, presos sob as dependências de oportunidades oferecidas pelos governantes, o que não acontece para todos.
Porém, segundo a Constituição Brasileira, todos os jovens têm o direito de receber do Estado: saúde, educação, moradia, oportunidade de trabalho, etc. Dessa forma, vemos que os governantes não cumprem com suas responsabilidades, prejudicando o futuro de muitos jovens.
É importante cobrar dos mesmos os direitos que estão garantidos pela Constituição Federal do país, pois dessa forma os jovens terão melhores oportunidades para suas vidas.

domingo, 12 de abril de 2009

ORIGEM DA FAMILIA BANDEIRA


A origem do nome Bandeira: PORTUGUÊS

A família Bandeira vem de origem Portuguesa, pois são pessoas com alta SENSIBILIDADE,SIMPATIA,COOPERAÇÃO,DIPLOMACIA,RECEPTIVIDADE.
Mas evitam o cargos de liderança, e não buscam de ser centro das atenções. Gostam de agir sem holofotes, e nem por isso deixam de ser notados. Preocupam-se em como são visto pelos outros, fato que pode prejudicar o rendimento. Porém persuasão é uma forte característica e tem sempre uma palavra certa a dizer, suas diplomacias fazem com que consigam um bom entendimento entre os diversos grupos em que se relacionam. A capacidade e vontade em cooperar sempre é apreciada pelos colegas. São discreta, preferem ambientes tranqüilos para trabalhar. Sempre que colocam de lado a insegurança fazem com que as pessoas confiem mais em suas habilidades. Ajudam as pessoas sem esperar retorno, isso são os hábitos dos português, os mesmo tem a língua mais presa, e muitas vezes como dizem os antigos falam para dentro. Mas pro compreender a natureza humana sabem perdoar com facilidade, e desta forma não deixam a sua popularidade virar a sua cabeça. Possuem amplo horizonte, já que os portugueses não gostam de confinamento em lugares pequenos ou ficar preso a situações que não tragam expectativas de crescimento pessoal e profissional, são pessoas que agem de pés no chão, para no futuro não se arrependerem. Mas preferem se arrepender por ter tentado do que por não ter tentado.

ORIGEM DA FAMILIA ORNELLAS




"O sobrenome Ornellas é de origem Portugal, derivando de uma característica geográfica ou que foi criada pelo homem, segundo a qual, o primeiro D’Ornellas teria vivido ou possuído a terra (Local).Neste caso, o sobrenome D’Ornellas é uma variante de Dornellas, ambos sendo derivados do nome de uma antiga sede da Família Dornellas, de Portugal, foram alguns da família para as ilhas portuguesas: Ilha da Madeira e Ilha de Cabo Verde.
Daí vieram três irmãos para o Brasil,desembarcando no Rio de Janeiro, ficando um no centro do Brasil, um foi para o Norte e outro veio para o sul do Brasil, talvez no de l800, dando origem aos Dornelles que se instalaram no Rio Grande do Sul e se dedicaram a criação de gado, ocupando grandes áreas de campo (suas fazendas) se estendiam de Uruguaiana, Santa Maria, Livramento, Alegrete e Santiago. Um deles Jerônimo Ornellas, foi um dos fundadores de Porto Alegre. Existe uma rua em Porto Alegre que leva o seu nome. Portanto hoje em dia todas as pessoas que tiverem sobre nome Ornellas, D’ Ornella, Dornellas, Dorneles e Dornelles são todos da mesma origem e parentes, por ser uma família só que tem no Brasil e no Rio Grande do Sul.


Retirado do Zero Hora de Domingo, 12 de abril de 2009, página 22

MENSAGEM DE AUTO-AJUDA




"Ao pensar em como podemos fazer uma grande diferença, não devemos
ignorar as pequenas coisas que podemos fazer a cada dia, as quais, com o
passar do tempo, acabam virando algo bastante significativo, que nem
sempre podemos prever."

DIA DO OBSTETRA










obs.te.trí.cia sf (lat obstetricia)- Parte da Medicina que se ocupa da gravidez e dos partos.

A gestação é um tempo único. Um tempo de proteger e também de sentir-se protegida.
Tempo de se preparar para receber o melhor presente da vida.

A obstetrícia, enquanto conjunto de práticas tocológicas, teve sua origem no conhecimento acumulado pelas parteiras, sendo a participação destas predominantemente feminina. Desconhece-se registros na literatura feitos pelas parteiras em relação aos primórdios da sua prática. Um dos paradigmas que existiam na assistência ao parto era que a parturição se devia a um processo natural, fazendo com que, por muito tempo, a prática médico-cirúrgica permanecesse latente, bem como a participação masculina no parto.

O nascimento da obstetrícia sob tutela cirúrgica direcionou um saber mais voltado para a técnica deixando de lado as particularidades da gestação e do parto. O fórcipe obstétrico foi o evento influenciador na aceitação da obstetrícia como uma área técnica e científica, onde foi incorporado o conceito de que o parto era perigoso e a presença de um médico era imprescindível, inaugurando o estopim da disputa profissional entre médicos e parteiras.

No Brasil, o declínio da prática da parteira no final do século XIX ocorreu quando se instalou o paradigma médico de que a atenção ao parto é estritamente intervencionista, cirúrgico.

Ginecologia e Obstetrícia constitui 11,8% das sessenta e cinco especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina como especialidades médicas.

O Ramo da Obstetrícia

A obstetrícia é o ramo da medicina que estuda a reprodução na mulher. Investiga a gestação, o parto e o puerpério nos seus aspectos fisiológicos e patológicos. O obstetra é o médico especialista que cuida do desenvolvimento do feto, além de prestar assistência à mulher nos períodos da gravidez e pós-parto (puerpério). No entanto, existem outros profissionais habilitados no cuidado ao ciclo gravídico puerperal do parto normal: Enfermeiros Obstetras e Obstetriz. O termo "obstetrícia" vem da palavra latina "obstetrix", que é derivada do verbo "obstare" (ficar ao lado). Para alguns, seria relativo à "mulher assistindo à parturiente" ou "mulher que presta auxílio".

sábado, 11 de abril de 2009

RESUMO DO LIVRO O SEGREDO





"O Segredo"






O Segredo Revelado

- O Grande Segredo da Vida é a lei da atração.

- A lei da atração diz que semelhante atrai semelhante; portanto, quando você tem um pensamento, você também está atraindo pensamentos semelhantes para si.

- Os pensamentos são magnéticos e têm uma freqüência. Quando você pensa, os pensamentos são emitidos no Universo e magneticamente atraem todas as coisas semelhantes que estão na mesma freqüência. Tudo o que é emitido volta para a fonte – você.

- Você é como uma torre de transmissão humana, transmitindo uma freqüência com os seus pensamentos. Se quiser mudar qualquer coisa em sua vida, mude a freqüência mudando seus pensamentos.

- Seus pensamentos atuais estão criando sua vida futura. Aquilo que você mais pensa ou se concentra se manifestará como a sua vida.

- Seus pensamentos se transformam em coisas.

O Segredo Simplificado

- A lei da atração é a lei da natureza. Ela é tão imparcial quanto a lei da gravidade.

- Nada se pode introduzir na sua experiência a menos que você peça por meio de pensamentos duradouros.

- A fim de saber o que você está pensando, pergunte a si mesmo como está se sentindo. As emoções são ferramentas valiosas que nos dizem instantaneamente o que estamos pensando.

- É impossível sentir-se mal e ao mesmo tempo ter bons pensamentos.

- Seus pensamentos determinam sua freqüência, e seus sentimentos lhe dizem de imediato em que freqüência você está. Quando se sente mal, você está na freqüência em que atrai mais coisas ruins. Quando se sente bem, você está poderosamente atraindo para si mais coisas boas.

- Modificadores do Segredo, tais como lembranças agradáveis, a natureza ou sua música predileta, podem mudar seus sentimentos e sua freqüência num instante.

- O sentimento de amor é a freqüência mais alta que você pode emitir. Quanto maior o amor que você sente e emite, maior o poder que você utiliza.

Como Usar O Segredo

- Como o gênio de Aladim, a lei da atração atende a todos os nossos pedidos.

- O Processo Criativo ajuda a criar o que você quer em três passos simples: peça, acredite e receba.

- Pedir ao Universo o que você quer é a oportunidade de ter clareza quanto ao que quer. Quando ficar claro em sua mente, você terá pedido.

- Acreditar implica em agir, falar e pensar como se já tivesse recebido o que pediu. Quando você emite a freqüência de ter recebido, a lei da atração move pessoas, acontecimentos e situações para que você os receba.

- Receber implica sentir como será assim que seu desejo se manifestar. Sentir-se bem agora o coloca na freqüência do que você quer.

- Para perder peso, não se concentre em "perder peso". Em vez disso, concentre-se em seu peso ideal. Sinta o seu peso ideal, e você o atrairá para si.

- O Universo não precisa de tempo para produzir o que você quer. É tão fácil produzir um dólar quanto um milhão de dólares.

- Começar com algo pequeno, como uma xícara de café ou uma vaga de estacionamento, é uma forma simples de experimentar a lei da atração em ação. Projete poderosamente atrair algo pequeno. Ao experimentar o poder que tem de atrair, você irá passar a criar coisas muito maiores.

- Crie seu dia com antecedência pensando no modo como você quer que ele seja, e estará criando sua vida intencionalmente.

"Tudo o que somos é resultado do que pensamos"
"E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis."
"Pedi e recebereis" Jesus
"A imaginação é tudo. É uma prévia das próximas atrações da vida" Einstein (1879-1955)
"A boa notícia é que no momento em que você decide que aquilo que sabe é mais importante do que aquilo que foi ensinado a acreditar, você muda de ritmo em sua busca por abundância. O sucesso vem de dentro, não de fora.
"O sucesso é ser feliz.

Exercícios Poderosos

- A expectativa é uma força de atração poderosa. Espere coisas que você quer, e não espere as coisas que não quer.

- A gratidão é um processo poderoso de transformar sua energia e conquistar para sua vida mais do que você quer. Agradeça pelo que já tem, e irá atrair ainda mais coisas boas.

- Agradecer antecipadamente por aquilo que quer turbina seus desejos e envia ao Universo um sinal mais poderoso.

- Visualização é o processo de criar na mente imagens de você mesmo desfrutando o que quer. Quando você visualiza, gera pensamentos e sensações poderosas de já ter. A lei da atração então devolve essa realidade a você, assim como a viu na sua mente.

Esse é meu ponto de vista.

JOGOS DE BOOLE


O que está por trás dos Jogos Boole. No nosso Tutorial você fica conhecendo as idéias que deram origem aos jogos, o que você pode conseguir utilizando-os, bem como instruções para jogar. Recebe informações sobre os jogos binários que ajudam a compreender a origem dos computadores e sobre os quadrados mágicos, um enigma matemático, bem como outras informações.



INSTRUÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DOS JOGOS BOOLE
A matemática Digital
Os Jogos Boole e as histórias lógicas
Os objetivos das histórias lógicas
Os Jogos Boole e a analogia homem-máquina
Os Jogos Boole e o método utilizado
Os Jogos Boole, os processos linguísticos e o sistema binário
A pedagogia cibernética e os Jogos Boole
A importância do material concreto
Os Quadrados Mágicos
Formas de pensamento
Conjuntos proposições e circuitos
A álgebra de Boole
A pedagogia cibernética
Os Jogos Boole e o sistema binário
Os Jogos Boole e os quadrados mágicos
Os Jogos Boole e os isomorfismos
Os Jogos Boole e os sistemas hipotéticos dedutivos
Os Jogos Boole e as histórias lógicas
Os Jogos Boole e a matemática
Os Jogos Boole e o computador
Os Jogos Boole e as máquinas
Uma ferramenta na busca da formalização do pensamento.

INSTRUÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DOS JOGOS BOOLE

O KIT BOOLE é composto por cinco livros e quatro baralhos. O livro preto NÃO vem acompanhado de cartas, pois trabalha com todas as outras na solução de seus enigmas.
Os cinco livros contêm 26 histórias com níveis diferentes de dificuldade que é definido também pela quantidade de cartas a ser utilizadas:
1-Laranja (9 cartas) 2-Vermelho (9 cartas) 3-Azul (12 cartas) 4-Verde (16 cartas) 5-Preto (25 cartas)
À medida que a criança consegue resolver os enigmas do primeiro nível, passa para o seguinte.
Inicia-se a utilização do material pelo JOGO LARANJA. Este é composto por doze cartas (três personagens, três animais, três meios de transportes, três guloseimas). Todas as histórias lógicas são propostas envolvendo somente nove cartas. As três restantes podem ser colocadas onde o jogador quiser para completar a história. Para resolver as histórias o jogador deve dispor as cartas em linhas verticais, que devem conter um personagem, um meio de transporte e um animalzinho. A classificação facilita a resolução do enigma proposto.
O jogo vermelho consiste na solução de quatro histórias com estruturas lógicas e na formação de oito quadrados mágicos diferentes.

PÉTI JUCA
NAVIO AVIÃO METRÔ
CÃO

QUADRADOS MÁGICOS

As oito soluções dos Quadrados Mágicos devem obedecer a seguinte regra:
O jogador deverá dispor as cartas numeradas, de maneira que a soma dos números, no sentido vertical, horizontal e das duas diagonais principais, seja sempre QUINZE. O Segredo na formação do Quadrado Mágico é o número cinco no meio. Quem colocar o cinco no meio tem oito possibilidades de formar um quadrado mágico. Outra dica importante é colocar as cartas de números ímpares na cruz ou sinal de mais e os pares nas pontas. Com estas duas dicas torna-se mais fácil manter o quadrado mágico. Então, BOA SORTE!
Ainda no JOGO VERMELHO é possível mostrar o SISTEMA BINÁRIO (sistema de numeração). Assim como existe o sistema decimal e o romano, existe o sistema binário que é a origem da linguagem do computador. O Sistema binário e um código onde a bolinha tem valor de posição. Você vai encontrar no verso das cartas um conjunto de quatro símbolos (zero-0) e (um-0). Estes conjuntos de bolinhas representam um número binário que corresponde ao número decimal inscrito no outro lado da carta.
Você encontrará mais instruções junto ao baralho vermelho.
No baralho verde também há proposição de quadrado mágico, mas a soma teve ser 34 devido a um maior número de cartas, ou seja, 16. É preciso então formar uma matriz 4x4 onde a soma das linhas, das colunas e das duas diagonais principais deve ser 34. As cartas verdes também contêm o código binário até o número 16.

A matemática Digital

OS JOGOS BOOLE – Estes jogos podem ser vistos como uma técnica de organização das formas de pensar. Apoiados no trabalho de George Boole(1815/1864) a idéia inicial dos jogos fundamenta-se na teoria matemática dos conjuntos. Um dos objetivos dos jogos é utiliza-los na organização e/ou estruturação de sistemas. Eles se constituem numa combinatória e utilizam como “ferramenta” a Álgebra de Boole para conduzir-nos ao pensamento denominado formal indispensável na ciência. Estamos gradativamente oferecendo aos que já se iniciaram neste processo detalhes do trabalho que estamos realizando há vários anos com bons resultados conforme depoimentos de profissionais de todas as esferas do ensino-aprendizagem.
O trabalho proposto tem características interdisciplinares e pretende-se que os seguidores desta técnica assimilem as noções elementares da Teoria dos Conjuntos, Álgebra das proposições e o tratamento adequado da informação.Com o uso cada vez mais generalizado do Computador esta técnica que utilizamos se torna essencial na construção dos programas para esta máquina. O conhecimento dos processos lógicos preconizados conduz a uma ocupação mínima da memória da máquina encurtando o tempo de processamento dos programas e produzindo uma grande economia em todas as fases do processo. Daí, a nossa confiança de que a medida que estes procedimentos forem plenamente compreendidos, despertarão grande interesse em todos os profissionais e empresários que transitam nesta área. Quando estes procedimentos são utilizados desde a infância maiores certamente serão as vantagens obtidas.
É possível desenvolver-se a capacidade de raciocínio desde que estimulada por motivações suficientes e adequadas a faixa de desenvolvimento da pessoa.
O século XIX foi a idade de ouro da matemática, foi neste período que surgiu uma verdadeira legião de grandes nomes da matemática e dentre eles George Boole, criador da álgebra que leva o seu nome e que é hoje ferramenta largamente utilizada na teoria da informação e na computação eletrônica.
Nascido de família modesta em Lincoln, Grã-Bretanha, Boole tinha só instrução escolar comum. Com ele fica evidente pela primeira vez, a idéia de que a característica essencial da matemática não é tanto o seu conteúdo, mas a sua forma.
Se qualquer assunto é apresentado através de símbolos e de regras precisas de operação, sujeitas apenas à exigência de não contradição, tal assunto é matemática.
Os jogos que apresentamos são simples tratam de matemática, lógica elementar, Quadrados Mágicos e uma introdução ao Sistema Binário.
Os Quadrados Mágicos, se constituem em um passatempo matemático que vem atravessando os séculos e foram eternizados pelo pintor Albrecht Dürer(1471-1528), em sua obra “Melancolia”. Nos nossos jogos eles são utilizados para mostrar as formas de pensamento Aleatório, Heurístico e Algorítmico.

Os Quadrados Mágicos

O assunto mais importante tratado nos Jogos Boole são os processos booleanos no trato das sentenças ou proposições abordados através de histórias lógicas.
Porém, nos jogos abordamos também dois outros assuntos também muito importantes: A introdução ao Sistema Binário de numeração e os Quadrados Mágicos utilizados por nós para mostrarmos as formas de pensamento Aleatório, Heurístico e Algorítmico.
Segundo a história da Matemática os Quadrados Mágicos foram descobertos pelos chineses há mais de 3.000 anos antes de Cristo.
Mas, em que consistem os Quadrados Mágicos?
Os chamados Quadrados Mágicos consistem em uma matriz numérica quadrada em que as somas das linhas, das colunas e das duas diagonais principais são as mesmas.
Por exemplo o Quadrado Mágico 3 x 3, é formado pelos nove dígitos: 1,2,3,4,5,6,7,8,9 dispostos em três linhas e três colunas. Se os dígitos forem colocados aleatoriamente na matriz, o tempo necessário para a formação destas matrizes especiais era calculado em 40 dias de trabalho ininterrupto para a conclusão da tarefa. Com o advento dos Computadores, esta afirmação não tem mais sentido.
De qualquer forma parece natural que os primeiros interessados em resolver este problema tenham procurado soluções menos demoradas, como ocorre em todo o processo científico.
No procedimento aleatório o cálculo das possibilidades nos fornece o seguinte valor:
9! (fatorial de nove), isto é, 9x8x7x6x5x4x3x2x1=362.880 possibilidades de colocação dos dígitos na matriz.
Diante desta dificuldade os matemáticos da antigüidade imaginaram outros caminhos para a solução do problema.
Uma das soluções consiste em fazer composições dos 9 dígitos 3 a 3:
1+5+9, 1+6+8, 2+4+9, 2+5+8, 2+6+7, 3+4+8, 3+5+7, 4+5+6 e, comparar com o quadro:

A L A

L C L

A L A

Comparando os resultados numéricos com a matriz de letras, observamos que há 4 elementos angulares (A), 4 laterais (L) e 1 central(C).
Se, ao executarmos as somas horizontais, verticais e diagonais verificarmos que os elementos laterais entram duas vezes na composição das somas, então eles são os números 1,3,7,9.
Como os angulares entram 3 vezes nas somas eles são o números 2,4,6,8.
Como o dígito 5 aparece 4 vezes nas somas ele é o elemento central.
Com as cartas dos baralhos vermelho e azul podemos construir Quadrados Mágicos 3 x 3 e com o baralho verde Quadrados Mágicos 4 x 4.
Em que consiste o processo Aleatório?
É a forma livre arbitrária, verificando a cada passo as somas das linhas, colunas e diagonais até chegar ao resultado desejado.
Se porém, de alguma forma tivermos por exemplo a informação de que o problema só tem solução quando o dígito 5 é o elemento central, ou que os dígitos pares devem ficar nos 4 cantos da matriz, isto é, são os elementos angulares, então o ataque ao problema não será mais aleatório.
Os indicadores citados, alteram a forma do processo de busca da solução, o processo passa a ser então o chamado processo Heurístico.
Todos os problemas com que nos defrontamos na vida diária e mesmo na ciência são em princípio resolvidos por uma destas duas formas de pensamento.
Mas, como sabemos muitos problemas podem ser resolvidos por fórmulas precisas, isto é, existem regras que utilizadas permitem que em um número finito de passos se consiga alcançar o objetivo procurado.
Estes procedimentos são chamados Algorítmicos (palavra derivada do árabe), utilizados não só para produzirmos uma receita de bolo como também para a formulação de programas de computador em diversas linguagens, um dos algoritmos mais famosos é a fórmula de Báskara, que tanto aterroriza os jovens do ensino básico.

Vejamos o processo algorítmico:



Seja a matriz:



x x x



x x x



x x x



Embora, seja possível chegarmos a solução do problema pela análise matemática, vamos colocar de forma arbitrária o dígito 1 na posição central da primeira linha:



x 1 x



x x x



x x x



e, partir daí vamos utilizar duas regras na construção automática de um Quadrado Mágico 3 x 3.
REGRA 1.
A partir do número 1 na posição em que se encontra na matriz façamos os seguintes deslocamentos: um movimento para cima, e se não for possível, como é o caso presente porque sairíamos dos limites da matriz, o deslocamento deve ser para a última linha na mesma coluna e daí um segundo deslocamento para à esquerda.
Coloque então o 2 na posição que lhe cabe na matriz.

Assim:



x 1 x



x x x



2 x x

Para colocar o número 3 proceda assim: Faça um deslocamento para cima a partir da posição do 2 e tente deslocar-se para á esquerda. Este segundo movimento também, não é possível porque novamente sairíamos dos limites da matriz. Então faça o deslocamento para o lado oposto na segunda linha e terceira coluna, assim:



x 1 x



x x 3



2 x x

Se, para colocarmos o número quatro partirmos da posição do número 3 e fizermos um deslocamento para cima e a seguir um para à esquerda chegaremos a posição já ocupada pelo número 1.
Então, o que fazer?
REGRA 2.
Quando a regra 1 não funciona aplica-se a regra 2 que consiste no seguinte:
Faça apenas um deslocamento para baixo na mesma coluna, assim:

x 1 x



x x 3



2 x 4



Para prosseguir volte a regra 1.



x 1 x



x 5 3



2 x 4



e, sucessivamente:



6 1 x



x 5 3



2 x 4



Na colocação do número 7 a regra 1 também não funciona, então aplicamos a regra 2, e para colocação dos números 8 e 9 voltamos a regra 1.
É, óbvio que partir de um certo estagio da construção do Quadrado Mágico, não precisamos mais das regras, uma vez que para completá-lo, sabemos que os ternos de números das linhas, colunas e diagonais devem somar 15.



O LIVRO NOVO E OS QUADRADOS MÁGICOS



Acompanha o livro novo um baralho com 48 figurinhas numeradas de 1 a 48, então com elas podemos construir não só os Quadrados Mágicos 3 x3, 4 x 4, 5 x 5, 6 x 6 e mesmo o 7 x 7.



3 x 3 6 1 8

7 5 3

2 9 4





4 x 4 16 2 3 13

5 11 10 8

9 7 6 12

4 14 15 1



5 x 5 15 8 1 24 17

16 14 7 5 23

22 20 13 6 4

3 21 19 12 10

9 2 25 18 11



6 x 6 6 32 3 34 36 1

7 11 27 28 8 30

19 14 16 15 23 24

18 20 22 21 17 13

25 29 10 9 26 12

36 5 33 4 2 31



7 x 7

O baralho que acompanha o livro novo tem somente 48 figurinhas e para construirmos um Quadrado Mágico 7 x 7 precisamos de 49 números sugerimos a colocação no lugar destinado ao número 49 um símbolo qualquer desde que esclareçamos que ele está representando este número.


Quadrado Mágico

7 x 7



22 47 16 41 10 35 4

5 23 48 17 42 11 29

30 6 24 (49) 18 36 12

13 31 7 25 43 19 37

38 14 32 1 26 44 20

21 39 8 33 2 27 45

46 15 40 9 34 3 28
No quadrado 3 x 3, como a soma dos números de 1 a 9 é 45, cada coluna deve somar 15, no quadrado 4 x 4 como a soma de 1 a 16 é 136, cada coluna deve somar 34, no quadrado 5 x 5, como a soma de 1 a 25 é 325, cada coluna deve somar 65, no quadrado 6 x 6, como a soma de 1 a 36 é 666, cada coluna deve somar 111. E, finalmente, no quadrado 7 x 7, como a soma de 1 a 49 é 1225, cada coluna deve somar 175.
Na Antigüidade, os Quadrados Mágicos recebiam denominações especiais 3 x 3, estava ligado ao planeta Saturno, 4 x 4 a Júpiter, 5 x 5 a Marte, 6 x 6 ao Sol e 7 x 7 a Vênus.

A álgebra de Boole

A Álgebra de Boole é uma estrutura matemática abstrata(George Boole-1813-1864).
Definição: Um conjunto A de elementos a,b,c,... e duas operações binárias, entre seus elementos, denominadas soma (+) e produto(.), formando a terna [ A, +, . ] é o que se denomina uma Álgebra de Boole se são válidas as seguintes leis:
Comutatividade: a + b = b + a, a . b = b . a
Associatividade: (a + b) + c = a + (b + c)
a . b ) c = a . ( b. c )
Distributividade: a + ( b. c ) = ( a + b ) . ( a + c )
a . ( b + c ) = ( a . b ) + ( a . c )

Observe que a multiplicação é distributiva em relação a adição como na álgebra clássica mas que aqui a adição também é distribuitiva em relação a multiplicação. Esta é uma notável diferença entre as duas álgebras.
Fechamento: Para quaisquer par a,b pertencente a A, a soma a+b e o produto a . b existem e são elementos únicos em A .
Identidade: para qualquer "a" pertencente a "A" existe um único "0" (zero) pertencente a "A" e um único "1" pertencente a "A" tal que: a + 0 = a, e, a .1 = a
Obs. O 0(zero) é denominado identidade aditiva e o 1(um) identidade multiplicativa.
Complemento:Para qualquer "a" pertencente a "A", existe um único "ã" pertencente a "A" denominado complemento de "a" tal que:
a + ã = 1 e, a . ã = 0.

Os Jogos Boole e o sistema binário

Nos Jogos Boole são também exploradas atividades para a introdução ao Sistema Binário.
No jogo de cartas verdes com 16 imagens (figurinhas) estimula-se que seja feita a escolha de uma das imagens.
Apresentam-se então quatro tabelas cada uma delas com oito imagens e pede-se a quem escolheu uma das imagens que indique em quais das tabelas se encontra a imagem escolhida de forma sigilosa(sem revelar a escolha).
As tabelas são construídas obedecendo a um critério binário, A=8,B=4,C=2,D=1.

Tabela A (11,10,14,13,12,15,8,9)

Tabela B (7,5,14,6,4,12,13,15)

Tabela C (6,3,7,2,10,14,11,15)

Tabela D (3,1,5,7,9,15,11,13)


Os Jogos Boole e os quadrados mágicos

Nos Jogos Boole utilizamos a numeração das cartas para construirmos Quadrados Mágicos e explorarmos as formas de raciocínio Aleatório, Heurístico e Algorítmico.
Os Quadrados Mágicos são problemas milenares que teriam sido tratados inicialmente pelos chineses há mais de três mil anos antes de Cristo. Eles constam basicamente da colocação dos nove algarismos (dígitos) chamados significativos 1,2,3,4,5,6,7,8,9 em nove celas, quadrados semelhantes aos utilizados no "Jogo da Velha". O objetivo é conseguir colocar os números de modo que as somas das três casas horizontais, das três casas verticais (linhas e colunas) e também das três casas diagonais principais tenham a mesma soma. No quadrado 3x3, a soma deve ser 15, porque se somarmos os números de 1 a 9 teremos como soma 45, e sendo as linhas e colunas formadas por três casas temos 45/3=15.
Se colocarmos os números de forma aleatória, os calculos mais otimistas indicam que seriam muitos dias de trabalho ininterruptos para a conclusão da tarefa. É portanto, natural que se procurassem soluções mais simples para a solução deste problema. (O cálculo das possibilidades é (9!=9.8.7.6.5.4.3.2.1).
Uma das soluções buscadas para amenizar o esforço é fazer as composições dos 9 números 3 a 3 de modo que atendam as condições do problema e que são as seguintes:
1+5+9, 1+6+8, 2+4+7, 2+5+8, 2+6+7, 3+4+8, 3+5+7, 4+5+6, e compará-las com o quadro:
A L A
L C L
A L A

Ao executarmos as somas horizontais, verticais e diagonais verificamos que os elementos laterais entram duas vezes na composição das somas, logo : 1,3,7,9 são os laterais. Os angulares entram três vezes nas somas, então 2,4,6,8 são os angulares. O elemento central entra quatro vezes na composição das somas e o único elemento que aparece quatro vezes na composição das somas é o 5, portanto 5 é o elemento central. Conhecido o elemento central, e combinando-o com qualquer número angular, por exemplo 4, temos : 4+5+6=15. A partir daí torna-se fácil a terefa de formar o Quadrado Mágico.
4 9 2
3 5 7
8 1 6

A importância do material concreto

A Psicologia alcançou um grande desenvolvimento nesta segunda metade do século XX. A mais notável contribuição para a psicologia cognitiva é atribuída a Jean Piaget.
Durante pelo menos três décadas os professores demonstraram grande interesse pelas etapas de desenvolvimento mental estabelecidas por Piaget.
Ao preconizar que a inteligência se constrói Piaget estabeleceu uma seqüência de etapas em que a etapa do pensamento concreto antecede a de pensamento abstrato necessariamente.
Para Piaget é da ação que a inteligência, o pensamento e a lógica derivam, pois a operação nasce da ação. A primeira característica das construções lógicas ou matemáticas é que são sistemas ou, se preferirmos, estruturas. Para compreendermos estas idéias precisamos atingir um nível de pensamento denominado por Piaget como pensamento operatório formal.
A característica do pensamento formal é de elaborar uma lógica que se baseia em proposições – o que a distingue da lógica das classes e das relações, que intervém no nível concreto e se baseia diretamente nos objetos.
Decorre daí que todos os jogos, e no primeiros níveis, os apoiados em material concreto, servem de alavancas para o desenvolvimento dos níveis superiores de pensamento necessários não só para o avanço das idéias matemáticas, mas também para a compreensão dos processos de aprendizagem de todas as disciplinas de um currículo básico.

Conjuntos proposições e circuitos

Podemos fazer uma correspondência entre proposições e conjuntos, e também a cada operação lógica podemos fazer corresponder uma operação com conjuntos.
Assim a Conjunção(Lógica) corresponde a Intersecção(Conjuntos), a Disjunção(Lógica) corresponde a Reunião(Conjuntos), a Negação(Lógica) corresponde a Complementação(Conjuntos).
Vemos então que existe uma analogia entre o Cálculo Proposicional e as operações com conjuntos.
A possibilidade do mesmo tratamento dos dois campos aparentemente distintos é de uma importância notável, ainda mais porque podemos aplicar o cálculo proposicional na construção de circuítos.
Isto é muito importante porque o Computador pode realizar mediante instruções uma sucessão praticamente infinita de operações a uma alta velocidade.
Um exemplo interessante das possibilidades que o Computador apresenta pode ser traduzida pelo exemplo a seguir:
Uma comissão de três membros terá seus votos registrados por um circuíto elétrico. Cada membro da comissão deverá apertar um botão se quiser dar voto positivo(sim) e não deverá apertar o botão se quiser dar voto negativo(não). Se houver maioria simples com voto afirmativo passará corrente e acenderá uma lâmpada.
Sejam as proposições:
p : O primeiro aperta o botão.
q : O segundo aperta o botão.
r : O terceiro aperta o botão.
A tabela lógica será a seguinte:
p q r
V V V (X)
V V F (X)
V V F (X)
V F F
F V V (X)
F F V
F F F

Os casos assinalados com (X) são de maioria simples (nestes casos passará corrente e a lâmpada acenderá).
Precisamos então construiri uma proposição que seja verdadeira nestas condições.
A proposição P(p, q, r), que é verdadeira somente nas situações assinaladas com (X), é :

(p.q.r) + (p.q.~r) + (p.~q.r) + (~p.q.r)
A construção do circuíto lógico, e as condições de seu funcionamento é tarefa para o técnico em eletricidade.

Formas de pensamento

Os Quadrados Mágicos são problemas dos mais intrigantes e segundo a lenda foram descobertos pelos chineses há mais de 5.000 anos, rivalizando em interesse com os grandes problemas matemáticos de todos os tempos. Nos jogos Boole utilizamos os Quadrados Mágicos para mostrarmos as formas de pensamento que utilizamos na solução de todos os problemas desde os mais simples até os problemas científicos.
Estes processos receberam a denominação de : Aleatório, Heurístico e Algoritimico. Os Quadrados Mágicos nada são além do que matrizes quadradas do tipo 3 x 3, 4 x 4, etc., em que todas as suas linhas, colunas e diagonais principais devem somar o mesmo número. Assim, uma matriz 3 x 3 formada pelos números de 1 a 9, deve ter como soma de cada linha, coluna, ou diagonais a soma 15, porque a soma de 1 a 9 sendo igual a 45, e todas as linhas, colunas e diagonaias devendo ter a mesma soma, esta soma terá que ser 15.
Este joguinho que acompanha estas observações permite que você forme Quadrados Mágicos, utilizando primeiramente somente os números que estão no círculo, e depois somente os que estão no quadrado, ou somente no triângulo, ou ainda somente no pentágono.
Eles podem ser utilizados como uma forma de brincadeira com crianças ou mesmo com adultos. Porém, se você quiser torná-los mais do que uma simples brincadeira tente descobrir as leis de formação dos Quadrados Mágicos em cada um dos quatro casos apresentados
Tente descobrir as oito soluções do problema 3 x 3, e também quando o problema não tem solução.


Os Jogos Boole e as histórias lógicas

As histórias apresentadas nos Jogos Boole tem como solução verdadeiras matrizes no sentido matemático do termo, isto é, quadros de fileiras e colunas conexas.
As colunas correspondendo aos critérios característicos da estrutura pré-determinada e as linhas correspondendo aos objetos de mesmas categorias(ou significações).
Os Jogos Lógicos são importantes porque o Computador sendo uma máquina lógica tanto quando aritmética deve combinar contingências de acordo com algum algoritmo sistemático.
Embora existam inúmeros algorítmos que poderiam ser utilizados na combinação de contingências, o mais simples é conhecido como Álgebra de Boole.
Este algoritmo, como a aritmética binária, baseia-se na dicotomia, isto é, na escolha entre o "sim" e o "não", ou seja no fato de estar em uma classe ou fora dela.
Nos computadores digitais a informação é manejada com representações de números.
Esta forma pode implicar relações matemáticas simples ou complexas, tomada de decisões baseadas nos fundamentos das características e combinações distintas destas relações.
Os Jogos Boole tratam destes assuntos que estão agora chegando a escola e ao grande público.
Computadores, telefones celulares, códigos de barra, Internet, fazem cada vez mais parte da rotina de todos nós.

Os Jogos Boole e a matemática

Os estudos cada vez mais intensos no tratamento matemático de idiomas divisam a linguagem como um código.
Um conjunto sistemático de signos e mecanismos interdependentes que nos permitam tratar como formalmente idênticos textos lingüísticos que possuam diferenças de ordem puramente semânticas.
A existência de uma álgebra para a linguagem natural nos permite calcular a resposta a uma pergunta da mesma forma como calculamos a resposta para um problema numérico.
No momento histórico no campo didático que estamos vivendo, com a evolução rápida das técnicas exige-se pessoas que saibam organizar informações para decidir com rapidez e enfrentar novas situações.
A solução de problemas de rotina exige apenas uma consulta ao banco de dados(memória) do indivíduo, eles não pedem mais do que um conhecimento "mecânico", não há apelo à inteligência mas somente a busca de um conhecimento já existente.
Ora, para esta tarefa as máquinas superam em muitos aspectos o ser humano.

Os Jogos Boole e a analogia homem-máquina

Os neurônios ou células nervosas são elementos que embora sofram influências elétricas, na sua ação fisiológica comportam-se como um jogo de “tudo ou nada”, de “sim” ou “não” de “1” ou “0”.
Esta analogia de comportamento do cérebro com a máquina levou a comparação entre o cérebro e o computador, mas na realidade o cérebro não é o análogo da máquina de computação, mas é a máquina eletrônica que produz um comportamento análogo a uma única função do cérebro que é a situação de um neurônio, situação esta que se traduz no estado de movimento (1) ou repouso (0) que o neurônio se encontre.
Isto, explica certamente porque temos todos e mais ainda as crianças não submetidas a procedimentos inibidores grande facilidade na assimilação dos procedimentos lógico-matemáticos do tipo booleano, embora não necessariamente saibam conscientemente que os estão utilizando.
Dessa analogia surgiu a idéia de utilizar os circuitos nas máquina de calcular eletrônicas que realizam operações no sistema binário.
Entretanto, para facilitar o operador da máquina, a entrada e a saída dos dados numéricos é realizada na forma decimal.
Para vencer esta dificuldade as máquina são equipadas com codificadores e decodificadores apropriados para realizarem as conversões decimal-binária e binária-decimal.


Os Jogos Boole, os processos linguísticos e o sistema binário


A colocação como objeto de estudo dos modelos abstratos para o estudo da linguagem surge no início do século, embora já em 1894 Ferdinand Saussure tenha escrito:
“As relações em linguagem, são regularmente expressáveis em sua natureza fundamental por fórmulas matemáticas.
O matemático alemão Leibniz vislumbrou a possibilidade de que se fosse possível encontrar-se símbolos adequados para expressar todos os nossos pensamentos com nitidez e exatidão como a aritmética expressa relações entre números seria possível transformar a linguagem em uma espécie de cálculo.
O gênio alemão Gottfriend Wilhelm Leibniz foi um dos primeiros defensores do Sistema Binário.
Mais de um século após sua morte, George Boole, matemático inglês autodidata retomou as idéias de Leibniz na procura de uma linguagem universal.
A história registra como notável que um homem de origem humilde como Boole fosse capaz de assumir tal busca.
Boole era filho de comerciantes pobres, e dificilmente naquela época poderia obter uma educação sólida, e muito menos dedicar-se a uma carreira intelectual.
Mas, criança precoce, aos 12 anos Boole já dominava o latim e o grego.
Mais tarde, incorporou o francês, o alemão e o italiano aos seus conhecimentos.
Posteriormente, dedicou-se a matemática estudando todas as publicações especializadas que conseguia.
Durante dez anos Boole dedicou-se a construir sua reputação com grande produção de textos para periódicos locais.
Seu trabalho causou tão boa impressão que, em 1849, foi convidado para fazer parte de uma faculdade na Irlanda. Boole criou um sistema de lógica simbólica chamado mais tarde de Álgebra de Boole.
Mas, só um século depois que cientistas unindo suas fórmulas aos sistema binário de numeração, o que tornou possível o Computador.
A Álgebra concebida por Boole era um sistema de símbolos e regras aplicável a qualquer coisa, desde números e letras a objetos e enunciados.
Com esse sistema, Boole pôde codificar proposições – isto é, enunciados que se pode provar serem verdadeiros ou falsos – em linguagem simbólica, e então manipula-las quase da mesma maneira como se faz com os números.


Os Jogos Boole e o método utilizado

O método axiomįtico

Fazemos deduções a todo o momento.

Deduēões sćo formas de raciocķnio em que as conclusões dependem das premissas ou hipóteses.
Nas situações da vida de todos os dias é difķcil chegar a conclusões seguras porque as premissas aceitas por uns nćo sćo aceitas por outros.
Na Matemįtica, entretanto, é preciso que todos estejam de acordo e aceitem as mesmas premissas, de modo que nćo se chegue a conclusões contraditórias.
Nenhuma premissa pode ser modificada durante o processo de argumentaēćo. As premissas nćo se discutem, se aceitam como hipóteses nćo interessa se sćo verdadeiras, o que interessa sćo as conclusões que se podem obter destas hipóteses.
Se as premissas sćo verdades entćo que verdades podemos deduzir delas, este é o objetivo do processo dedutivo.
Esta é a metodologia utilizada nos Jogos Boole com suas histórias lógicas.

Os Jogos Boole e as máquinas

As máquinas são cada vez mais utilizadas nos bancos, nos escritórios comerciais e nos laboratórios porque os métodos mecânicos e elétricos são mais rápidos do que os manuais.
Assim é uma imensa vantagem remover o elemento humano de qualquer processo elaborado de computação e introduzí-lo apenas onde ele for absolutamente indispensável, isto é, no inicio e no fim das operações.
Nestas condições compensa ter um instrumento para mudar a escala de notações a ser utilizada no início e no fim da cadeia de computação e realizar todos os processos intermediários na escala binária.
O algoritmo que melhor se ajusta a esta técnica é o conhecido como Álgebra da Lógica ou Álgebra de Boole.
Esta álgebra, como a aritmética binária, baseia-se na dicotomia, a escolha entre o "sim" e o "não", a escolha entre estar em uma classe ou fora dela. A importância deste fato é fantástica porque os sistemas nervosos animal e humano, sabidamente capazes de um sistema de computação contém elementos adequados para atuarem como relés.

Uma ferramenta na busca da formalização do pensamento

Inicialmente escolhe-se uma nova linguagem simbólica ou formal para exprimir a teoria em substituição a uma linguagem natural.
Posteriormente, organizam-se as assertivas da teoria dedutivamente, isto é, escolhe-se algumas assertivas como axiomas ou postulados a partir das quais as outras podem ser gradativamente obtidas.
Então, exprime-se as propriedades dos termos do universo do discurso através de novos axiomas até que o significado destes termos ordinários(fora do universo do discurso) e os princípios usados para decidir quando uma assertiva é conseqüência (lógica) de outras.
O resultado é uma teoria em que se abstraiu inteiramente o conteúdo ou significado dos termos restando apenas a sua sintaxe ou forma.
A teoria está então completamente formalizada.
Uma teoria formalizada contém uma primeira parte relativa ao universo do discurso em questão e uma segunda parte relativa a linguagem formal e aos princípios lógicos adotados.
A primeira parte é intrínseca à teoria, mas a segunda parte pode ser separada e usada novamente em outros contextos.
Um sistema formal consiste exatamente de uma linguagem formal e de uma abstração adequada para os princípios usados para decidir quando uma assertiva é conseqüência(lógica) de outras.
No desenvolvimento da Programação em Lógica, estes conceitos são importantes, pois um programa em Lógica, na sua forma mais geral, nada mais é do que uma teoria completamente formalizada e descrita por um número finito de axiomas.
Estas idéias dão suporte aos objetivos dos Jogos Boole que buscam através de formas concretas conduzir o indivíduo no processo de formalização de suas idéias.
Pode não ser uma tarefa fácil, mas é uma tarefa possível.

Os Jogos Boole e os sistemas hipotéticos dedutivos

As histórias utilizadas nos Jogos Boole tem uma estrutura lógico matemática em que se apóiam para se constituírem em um sistema hipotético-dedutivo.
Nas estruturas não são obrigatoriamente feitas referências explicitas a qualquer assunto específico, e, se, conseguirmos descobrir as implicações que resultam dos axiomas, não será por causa das propriedades que possuem, porque eles indicam qualquer classe de entidades possíveis, com a única restrição de que devem "satisfazer", ou estar de acordo com as relações formais estabelecidas nos axiomas.
Nossas "hipóteses", portanto, consistem em relações consideradas como verdadeiras ainda que os termos sejam indefinidos, que podem ser qualquer coisa, contanto que o que eles simbolizam esteja de acordo com as relações estabelecidas entre eles.
Este procedimento caracteriza a moderna técnica matemática, e como veremos toma possível dar uma variedade de interpretações aos elementos indefinidos, e, assim, apresentar uma identidade de estrutura em diferentes conjuntos concretos.
Entendemos por "Estrutura Matemática" não obrigatoriamente algo expresso em números mas a relação interna essencial entre elementos componentes de um problema.
Este é o tratamento adequado porque na verdade isto é tudo o que a Matemática significa em si mesma.
No trabalho com os jogos apresentamos alguns exemplos de problemas solucionados pelos procedimentos booleanos.

Os Jogos Boole e o computador


Não há pesquisa moderna sem o Computador.
Precisamos tratar os problemas de modo diferente.
A extraordinária possibilidade de efetuarmos cálculos afetou a natureza da teoria e dos problemas.
Os Computadores tornaram possível realizar operações repetitivas a altíssima velocidade e a simular processos de pensamentos humanos com grande sucesso.
Já é possível demonstrar teoremas lógicos muitas vezes difíceis até para especialistas em lógica.
O Computador exige um ataque diferente aos adotados até hoje na solução dos problemas sejam quais forem e principalmente aos problemas matemáticos.
Os métodos de solução estão profundamente alterados pelo Computador.
A formatação(algoritmo) do problema, o raciocínio, o caminho a ser adotado na busca da solução, a estrutura, são hoje mais importantes do que os cálculos.
Os Jogos Boole foram criados com esta preocupação.

Os Jogos Boole e os isomorfismos

Uma estrutura comporta em primeiro lugar elementos e relações que os unem, sem que seja, no entanto, possível caracterizar ou definir esses elementos independentemente das relações em jogo. Os elementos podem ser de natureza muito diversas. As relações podem consistir também em ligações de toda a espécie: afirmativas, implicativas, etc., segundo o tipo de estrutura.
As estruturas assim definidas podem ser consideradas independentemente dos elementos que as compõem. Podemos considerar a estrutura enquanto "forma" ou sistema de relações, e isto é indispensável para as nossas comparações porque é o princípio de todo o isomorfismo. Dir-se-á que existe um isomorfismo entre duas estruturas se for possível estabelecer uma correspondência biunívoca entre seus elementos, assim como entre as relações que os unem conservando estas relações. Como é possível fazer abstração desses elementos e da sua natureza, um isomorfismo entre duas estruturas acaba por reconhecer a existência de uma mesma estrutura, mas aplicada a dois conjuntos de elementos diferentes.
Estas idéias estão expressas no livro de Piaget, "Biologia e Conhecimento".
Nos Jogos Boole são utilizados estes procedimentos matemáticos porque são adequados para proporcionar a evolução das formas de pensar.

Piaget afirma:

"Com as operações hipotético-dedutivas que a combinatória proporcional permite a possibilidade de uma lógica formal, no sentido de uma estrutura organizadora aplicável a qualquer tipo de conteúdo. É o que torna possível a constituição da matemática "pura" como construção de formas de organizações prontas a organizar tudo, mas não organizando mais nada na medida em que estão dissociadas da sua aplicação."
A ciência tem mostrado possibilidade de um parentesco da lógica dos modelos cibernéticos e o trabalho do cérebro e hoje se busca identificar uma lógica dos neurônios que acreditamos ser possível mediante uma linguagem apropriada.
Com os Jogos Boole, é possível com um trabalho interdisciplinar identificar muitas situações de isomorfismos.

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