quarta-feira, 8 de abril de 2009

Dia Mundial de Combate ao Câncer







O Câncer é um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, e podem se espalhar para outras regiões do corpo. Estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que é o acúmulo de células cancerosas. Já o tumor benigno é apenas uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente representa um risco de morte.

Existem diferentes tipos de câncer devido aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma, se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes.
A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os "hábitos" e o "estilo de vida" adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

ALGUMAS CAUSA DO CANCER
Hoje já se sabe que são raros os casos de câncer relacionados exclusivamente a fatores hereditários. No entanto, pode-se dizer que é forte a influência de fatores externos, como o meio ambiente ou hábitos e costumes presentes em nosso dia-a-dia. Essa pode ser uma boa notícia, pois assim fica mais fácil evitar esse problema. Sem causar grandes transtornos em nossa rotina ou deixar de lado aquilo que gostamos de fazer ou comer, é possível reduzir os riscos de adoecer.

COMO SE PROTEGER DA RADIAÇÃO SOLAR

O tipo de câncer mais freqüente no Brasil é o de pele (cerca de 25% dos casos), geralmente provocado pela exposição excessiva ao sol. Em dias ensolarados, quando fazemos caminhadas, praticamos esportes ou vamos à praia, precisamos nos proteger do sol. Para isso, podemos usar chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtro solar, além de não se expor ao sol das 10 às 16 horas, horários em que os raios ultravioleta são mais intensos.

Filtros Solares

Os filtros solares reduzem os efeitos negativos da radiação ultravioleta, mas nem todos os filtros disponíveis no mercado protegem de fato. Atenção para alguns detalhes:

Muitos protetores criam uma falsa sensação de segurança ao não permitirem, por exemplo, que as pessoas sintam ardência na pele, encorajando-as a se exporem ao sol por mais tempo.
O filtro solar não tem como objetivo aumentar o tempo de exposição ao sol ou agir como bronzeador.
O fator de proteção varia de acordo com a quantidade de creme aplicada, a freqüência de aplicação, a transpiração e a exposição à água.
Os filtros solares devem ser aplicados antes da exposição ao sol e reaplicados após a pessoa nadar, suar e se secar com toalhas.
Os filtros devem ter Fator de Proteção Solar igual ou acima de (FPS) 15.

Primeiro, é bom deixar claro que os fatores ambientais são responsáveis por 80% a 90% dos casos de câncer. Só para dar alguns exemplos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele e alguns vírus podem causar leucemia. E ainda, alguns estudos revelaram que certos alimentos também são fatores de risco. Então, pensar nos alimentos que ingerimos diariamente é um passo importante para sairmos vitoriosos nessa luta.

OUTRAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Mudando hábitos

Pare de fumar
Diminua o consumo de bebidas alcoólicas
Evite exposição prolongada ao sol
Exames

A partir dos 20 anos, a mulher deve fazer o exame preventivo do câncer de colo do útero
Aos 35 anos, a mulher deve submeter-se a uma mamografia de base; aos 40, uma mamografia de controle e a partir dos 50 anos, a uma anual
Homens e mulheres com mais de 50 anos devem solicitar exame de sangue oculto nas fezes.

CÂNCER TEM CURA

Alguns tumores malignos têm cura e outros não, vai depender basicamente do tipo de câncer e do estágio em que se encontra. As possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com tempo em que tumor é detectado no paciente. Quanto mais cedo, mais chances de o tratamento dar certo. Se o diagnóstico for tardio, o índice de cura diminui e complicações podem aparecer mesmo depois de tratado.
O câncer é a doença crônica mais curável nos dias de hoje. Nos países desenvolvidos, cerca de 50% dos casos foram tratados. Já no Brasil, estima-se que este número seja menor, principalmente pelo fato de que os diagnósticos não são feitos precocemente.

CÂNCER NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Segundo o INCA, todo ano surgem entre 12 e 13 mil casos de câncer em crianças no Brasil. É a terceira causa-morte de crianças entre um e 14 anos de idade, por falta de tratamento e diagnóstico a tempo. Além disto, um diagnóstico demorado pode exigir tratamentos mais traumáticos, capazes de deixar seqüelas ou exigir amputação.
É importante destacar que o diagnóstico precoce é a melhor arma contra o câncer infantil. Isto serve de alerta para os sintomas que, no início do câncer, parecem típicos de doenças corriqueiras das crianças. Com o diagnóstico a tempo, 60% dos casos na infância têm cura.
Os sintomas envolvem manifestações comuns a outras doenças não malignas como palidez, anemia, febre baixa, perda de peso, sudorese noturna, dor óssea ou nas juntas, ínguas, dor de cabeça, dificuldade para andar, dor de cabeça, inchaços e vômitos. É sempre bom investigar: um sintoma de verminose, como a barriga inchada, pode indicar um tumor no rim ou alças intestinais, por exemplo. Os tumores malignos que mais acometem crianças e adolescentes são a Leucemia, Sarcoma de Ewing, Linfoma de Hodgkin, Retinoblastoma, Câncer hepático e Osteossarcoma.
A quimioterapia é indicada em 65% dos casos, associada ou não a cirurgias. A radioterapia também pode ser utilizada no tratamento de alguns casos. Para que a criança possa receber altas doses de quimioterapia, às vezes pode ser feito um transplante de medula óssea.