sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como Educar nos dias de hoje?


Educar é um assunto corrente em consultório de psicologia. A necessidade de colocar limites é sempre muito questionada, tanto pelos filhos como entre os novos e dedicados pais. Muitas pessoas viveram em sua própria educação a experiência de duros limites, constituídos em regras e proibições. Autoridade era misturada com Autoritarismo, a sabedoria da maturidade era confundida com verdade absoluta. Exigia-se da criança, do adolescente e mesmo dos adultos, total submissão e resignação; ser uma criança boazinha era sinônimo de atender as regras, jamais ser espontânea e nunca criar ou questionar algo; a liberdade em expressar suas idéias e pontos de vista confundia-se com enfrentamento e desrespeito aos mais velhos.
É claro que esse modelo de educação trouxe muitos problemas e resultou em muitos adultos inseguros e até mesmo revoltados. Neste quadro surge uma postura defendida pelos psicólogos e estudantes do comportamento humano que talvez não tenha sido suficientemente entendida. A proposta era possibilitar a livre expressão dos potenciais e da espontaneidade infantil, como até hoje defendemos. Respeitar a criança em seus desejos e necessidades esperadas para a idade, por exemplo, a curiosidade perante o novo, a inesgotável energia de vida, sua necessidade de brindar para entender o mundo e etc... Mas para alguns pais essa proposta foi confundida com a total permissividade, a educação do tudo pode, perdendo o entendimento da palavra não, do limite e do respeito. Nascemos totalmente espontâneos e criativos e com o decorrer do desenvolvimento através da educação aprendemos como usar nossos potenciais adequadamente, ou seja, respeitando as regras para viver socialmente. É também neste processo que aprendemos a acreditar ou não nesses potenciais. Nossas atitudes e comportamentos são o tempo todo avaliados e confirmados ou não, pelas pessoas com quem nos relacionamos e principalmente pelos nossos pais. É desta aprovação que surge a sensação de segurança interna que todos possuímos em maior ou menor quantidade, e também nossa auto-estima. É claro que para os pais não é uma tarefa fácil, pois implica em ter uma noção clara do que é ser adequado, o que depende de sua maturidade emocional.Há poucos anos atrás questionar uma ordem paterna, por mais absurda que ela fosse era praticamente um crime, castigável sem sombra de dúvida, com diversas formas de agressão tanto físicas como emocionais. Hoje em dia o questionamento já começa a ser entendido como algo positivo, pois ao trazer questionamentos novos a questões antigas aumentam-se as possibilidades de criar e descobrem-se novas formas de existir. O conhecimento deixa de ser percebido como uma conserva cultural e passa a ser percebido como algo dinâmico e em constante transformação e renovação.

Mas como oferecer liberdade sem tornar a sociedade um caos?

Introduzindo as noções de responsabilidade e respeito. Quando falamos em liberdade, falamos em respeito ao outro e em respeito a si mesmo, caso contrário estamos falando em invasão, e em desrespeito. Para convivermos em sociedade precisamos de algo que nos auxilie a lidar com as diferenças entre as pessoas, suas particularidades na sua forma de existir e de entender o mundo, pois apesar de sermos todos humanos, e similares em nossas necessidades, a forma de expressar nossos desejos difere de um para o outro, pois se relaciona ao grau de maturidade de cada um.É como se todos nós usássemos óculos relacionais, onde as lentes são forjadas durante a aprendizagem emocional, por crenças, valores e pontos de vista. Isto se explica por termos potenciais inatos que são influenciados pelo meio social em qual nos desenvolvemos. Esta delicada alquimia é responsável pelos diferentes tipos de pessoas em que nos tornamos. Portanto para vivermos socialmente necessitamos de alguns parâmetros, que se traduzem nas noções de ética, cidadania, gratidão e senso moral. Desta forma, quando pensamos em educar, precisamos checar dentro de nós como nos posicionamos em relação a isto e como esses parâmetros estão sendo exercitados nas relações que desenvolvemos. A educação se constitui basicamente em aquilo que dizemos, confrontados pelo que fazemos. Ou seja, se pregamos o respeito mútuo e a honestidade, mas no dia-a-dia, valorizamos o esperto, aquele que sempre se dá bem, estamos sendo incoerentes e certamente essa incoerência fará parte de nosso rol de ensinamentos, seja de forma consciente ou inconsciente. O catalisador necessário ao processo de educação é o amor. Este gera a segurança interna, a confiança e a respeitabilidade, ingredientes indispensáveis para que a relação de intimidade necessária num processo de educação possa se estabelecer. Educar implica em intimidade, e você só ensina algo se é autorizado pelo outro, com esta autorização que se dá pela confiança que nasce nas relações onde o amor e a amizade são as palavras de ordem. Muitos pais se referem frequentemente às dificuldades em colocar limites, confusos entre cercear demais ou de menos. Esta dificuldade nasce de uma forma de entender o amor muitas vezes equivocada, onde se confunde limite com abandono e desamor, e consequentemente amar torna-se sinônimo de total permissividade, com a antítese do nada pode passando a ser o pode-se tudo. Colocar limites é ensinar que existe a frustração, que apesar de desagradável, faz parte do mudo real, ao vivo e a cores. O limite nos ajuda a perceber quem somos, o respeito nos ensina que temos limites e aumenta nossa consciência pessoal, e a responsabilidade nos ensina que tudo tem seu preço, pois estamos sempre em relações de troca, colhendo aquilo que semeamos. Oferecendo amor certamente colheremos alegria e felicidade. Para exercer o papel de educador, precisamos reavaliar o entendimento do "não", para esta importante palavra não se transformar numa forma de tirania e sim uma forma de proteção, exercício do amor e respeito a quem amamos.




Dez leis para você superar os obstáculos na vida.

Alguns ensinamentos apresentados identifica e mostra ; "Ver o mundo como um reflexo do que somos"

Apenas relembrando: "A nossa vida e correria do dia-a-dia , não é fácil para ninguém", mas devemos dar valor para as pequenas coisas que passam desapercebidas por todos nós e possuir um auto controle em deteminadas situações.Caso contrário ficaremos mais estressados, que não irá resolver absolutamernte em nada, pelo contrário só irá piorar os problemas, causando à todos nós diversas doenças.Um dos principais estudiosos da cabalá no Brasil, o carioca Ian Mecler lança seu quarto livro. "As Dez Leis da Realização - Um chamado para a vida", publicado pela editora Record.
Na verdade, a publicação reúne ensinamentos que não estão restritos apenas à cabalá. "Esse tem uma proposta totalmente diferente, porque concentra princípios universais, de grande simplicidade, mas que uma vez colocados em prática, trazem grandes bençãos para a nossa vida", disse Ian, que também é estudioso de ciência da informação, astrologia e de artes marciais.
Os demais livros do autor são "A Cabala e a Arte de Ser Feliz", "O Poder de Realização da Cabala", e "A Força - O Poder dos Anjos da Cabala". Ian é conhecido por traduzir os conceitos da sabedoria milenar de maneira direta e leve. "As palavras só provocam um efeito de transformação quando atingem o coração do leitor", afirmou.
Kabbalah é uma palavra em hebraico que significa recepção, e a filosofia também é conhecida como misticismo judeu. Isso porque grandes mestres da cabala foram judeus, mas não é uma religião nem está direcionada apenas a um grupo. "É um caminho muito completo, que envolve estudo, meditação, oração e ação. As pessoas que realmente se envolvem com cabalá resgatam o melhor que têm dentro de si", disse o autor.
A Cabalá ensina que a fim de podermos reclamar as dádivas para as quais fomos criados para receber, primeiro temos que merecer essas dádivas. "As Dez Leis da Realização" tem em comum com as demais obras do autor a sugestão de prática dos ensinamentos propostos. "Reuni de forma bem sintética aquilo que tem real efeito prático em nossa vida e, de fato, cada uma dessas 10 leis, quando aplicada, traz grandes bênçãos para nossa vida", disse Ian, que aponta que a principal lição a ser aprendida são os valores dos obstáculos.
"O que acontece é que, no dia a dia, nos esquecemos facilmente de aspectos fundamentais para uma existência feliz, como ajudar ao próximo, apreciar as coisas simples da vida, deixando um pouco de lado as expectativas com o futuro e aproveitando o que o presente pode nos dar", afirmou.
Apesar de serem numeradas, não é preciso segui-las na ordem. "Quando você se sentir um pouco para baixo, abra uma pagina qualquer do livro e leia. Um novo entusiasmo diante da vida surge imediatamente", disse. "A última delas é uma 'oração da realização', que eu sugiro as pessoas que leiam todos os dias. Ela desativa por completo o medo", afirmou.



Veja quais são as 10 leis propostas por Ian Mecler:



1) Compartilhar, por meio de pequenos gestos. "Olhar com mais atenção aqueles que nos cercam já é um ótimo começo para quem quer compartilhar mais".

2)Paciência, que precisa ser cultivada a cada dia.

3) Capacidade de enfrentar obstáculos.

4)Ver o mundo como um reflexo do que somos.

5)Todos os problemas da humanidade ? doenças, insegurança material e emocional ? podem ser vencidos se estabelecermos um foco.

6) Aprendizado para se tomar uma decisão satisfatória, entre tantas possibilidades de escolha.

7)Sair do plano das ideias e começar a agir.

8)Desfrutar da alegria das coisas mais simples e viver o aqui e agora.

9)Ter determinação, essencial para conquista de nossos sonhos.

10) Cuidar com dedicação do que é realmente essencial.